08 abril 2009

Planície.

Não tenhas receio e atira-te comigo da torre
do silêncio dos mais altos pesadelos.
Os poetas
são feitos de carne que não morre
e trazem asas secretas
atadas nos tornozelos.
Desce nesta minha nuvem de pólen lento
para a planície das flores cobiçadas
onde as pombas beijam os lábios ao vento,
as árvores enlaçam os ramos de mãos dadas.
Lá, num voo de roçar as flores com os pés,
iremos por sendas,
com estrelas nos olhos e nos véus,
até à planície mais longa que só tu vês
por dentro dos meus olhos a atravessarem os teus.
Depois ... depois o abismo da última solidão,
onde os poetas
tentam em vão
abrir aquelas asas secretas.

3 comentários:

ev disse...

Lindo!
Éstas son las partes que más me gustaron:

"e trazem asas secretas atadas nos tornozelos"
"por dentro dos meus olhos a atravessarem os teus"

Besos

ev disse...

Poesía Tav
Pon más poesía...

CorsáriO disse...

~~~~~~
Olá !

Con calma, siempre a escribir otro poema. A veces estoy "ausente"!.

Veo dos EV !!! Cuál de los dos es EVa?
jajaja... bueno.

Ahora voy a dormir. Mañana escribo el resto de otras respuestas.

Besos para dos EV!
~~~~~~