16 fevereiro 2009

Silêncio.

Ah! este silêncio que me persegue
no ruído dos cafés, nos violinos gastos,
na cara nua dos espelhos,
nos punhais decisivos, nos rumos dos
carneiros cegos, nos comícios da certeza,
nas mulheres com esqueletos de veludo,
e principalmente nesta noite caiada de silêncio
em que mais uma vez ponho cabelos numa espada
a fingir de musa
- para cantar, gritar, lutar, morrer
aos vivas à bandeira do nada
dum mundo para todos !
E então entro no café de cabeça levantada
como se levasse de rastos,
à chicotada,
um rebanho de astros ...
Mas dentro de mim sempre este maldito
silêncio que me persegue ...

3 comentários:

Karol_a disse...

Hola Tav.
A veces el silencio propio es terapia, espero q no sea impuesto, pero estoy segura que tú hasta en silencio tienes mucho que decir.
Un beso Corsario poeta.

CorsáriO disse...

~~~~~~
Carolina,

Estoy muy descuidado en respuesta a los comentarios en mi blog. Cosas de la vida!
Casi siempre son las opciones, pero es cierto que un poco de paz y tranquilidad es una buena terapia. También es cierto, algunos silencios vale más que mil palabras.

Andalucía...ya siento un poco de nostalgia !

Beso Carolina.

~~~~~~

Anónimo disse...

Gosto muito destes blogues de partilha de poemas, é uma forma de divulgar a poesia - porém, é essencial especificar os autores dos poemas.

Rui Pedro