Olho-me ao espelho,
enredo de lâmpadas e chanas do outro lado
na tontura de melodias do avesso
dos cristais de ruído ...
Olho-me ao espelho
e vejo-me a cantar
- sim a cantar ! -
com a boca na cara,
quente do entusiasmo vazio
dos violinos do silêncio ...
(Homens : porque não nasci apenas no espelho,
sem alma deste lado ?)